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Altruísmo, onde?

  • Writer: Ana Raquel
    Ana Raquel
  • Oct 27, 2023
  • 3 min read

Updated: Oct 30, 2023

Quantas pessoas conhecem e quantas dessas pessoas que conhecem foram capazes de um acto absolutamente altruísta? Mesmo que mais tarde tenham recebido a bênção por praticar esse acto, mas que no momento pensaram somente no outro ser? Sem que esperassem uma compensação, um retorno? E dois actos altruístas? Três?

Quando falamos de altruísmo, estamos a conceber uma realidade em que vamos para lá do que nos é conveniente. Parte da definição de altruísmo "orientação de quem procura garantir o bem de outro(s), mesmo se à custa dos próprios interesses". Penso que um grande número de pessoas não está familiarizada com a “doutrina que considera a dedicação aos outros como norma suprema de moralidade”.

Altruísmo, aprendi agora, criado em 1852 pelo filósofo francês Auguste Comte, a partir da palavra “autrui”, que significa outrem; o próximo. Há quase dois séculos, de que forma e onde se pratica o altruísmo? Sei que se pratica. Eu conheço várias pessoas. Mas de todas as que já conheci, e tendo eu vivido em diferentes partes do mundo e bem distintas, foram escassas. E continuam a ser escassas.

Muito se fala de considerar e ajudar o amigo, o familiar, o desconhecido. Mas as palavras por mais que sejam um consolo quando delas se precisa, não mudam a realidade de quem precisa de uma mão firme e disposta. De um colo, de um prato de comida. De abrigo.

Estar ao serviço devotamente como uma missão ou o único caminho, não é a orientação de quase nenhum de nós. Infelizmente, a formatação que recebemos desde sempre, raramente nos permite olhar para além do nosso bem estar que se estende a alguns mais próximos. E o egoísmo impera. É o reflexo da nossa miséria espírita.

Sou abençoada na minha vida com pessoas direcionadas para ajudar essencialmente animais de rua. E que se sacrificam para lhes proporcionar necessidades básicas (muito boas) e muito carinho. Por causa dessas pessoas, o meu estar ao serviço é amplificado.

Eu não estou a advogar que nos sacrifiquemos prejudicando~nos constantemente. Mas que possamos encontrar um equilíbrio e fazer pelo outro sem expectativas de ser reciprocados. Um gato não agradece em palavras humanas. Nem é preciso. O facto de poder ajudar o gato (por exemplo) é (ou poderia ser) recompensa e alegria suficiente.

~~ Ana ~~





Altruism, where?

How many people do you know and how many of those people you know were capable of an absolutely altruistic act? Even if they later received the blessing for carrying out that act, but at the moment they only thought about the other being? Without expecting compensation, a return? And two altruistic acts? Three?

When we talk about altruism, we are conceiving a reality in which we go beyond what is convenient for us. Part of the definition of altruism “orientation of someone who seeks to ensure the good of others, even at the expense of his own interests”. I think that a large number of people are not familiar with the “doctrine that considers dedication to others as the supreme norm of morality”.

Altruism, I have now learned, was created in 1852 by the French philosopher Auguste Comte, from the word “autrui”, which means other. For almost two centuries, how and where has altruism been practiced? I know it is practiced. I know several people. But of all the ones I have ever met, and having lived in different and very different parts of the world, they were scarce. And they continue to be scarce.

Much is said about considering and helping friends, family members and strangers. But words, as much as they are a comfort when needed, do not change the reality of those who need a firm and willing hand. For a lap, for a plate of food. For shelter.

Devotedly being of service as a mission or the only path is not the direction of almost any of us. Unfortunately, the format we have always received rarely allows us to look beyond our wellbeing, which extends to those closest to us. And selfishness prevails. It is a reflection of our spiritual misery.

I am blessed in my life with people dedicated to helping homeless animals. And they sacrifice themselves to provide them with basic needs (very good) and lots of affection. Because of these people, my being of service is amplified.

I am not advocating that we constantly sacrifice ourselves whilst harming ourselves. But may we find a balance and do something for others without expectations of being reciprocated. A cat does not thank you in human words. It is not even necessary. The fact that you can help the cat (for example) is (or could be) reward and joy enough.

~~ Ana ~~

 
 
 

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