A realidade adorável
- Ana Raquel

- Jan 19, 2024
- 2 min read
Updated: Aug 8, 2024
Um dia eu li:
“Existem coisas adoráveis no mundo
adoráveis que não duram.
E elas são mais adoráveis por isso.”
Achei este pensamento muito profundo, tanto que me tocou profundamente. Fiquei curiosa sobre ele.
O que acontece no verão quando temos tantos dias de sol? E no inverno quando temos intermináveis porções de chuva? Quando passamos inúmeras horas com alguém que amamos muito?
Acho que elogiamos o que vem e fica por um curto período. Isso deixa~nos maravilhados como uma lufada de ar puro. Que encheu os nossos pulmões de vida e fé.
Escusado será dizer que o oposto também é verdadeiro. Consequentemente, e neste sentido, a beleza aplica~se a momentos fugazes, emoções fugazes.
Somos criaturas difíceis de agradar. Ficamos sobrecarregados e insatisfeitos.
Talvez possamos abraçar as estações como elas são. Previsíveis e às vezes não. Ou os nossos sentimentos e emoções. Somos criaturas que podem se ajustar facilmente, se permanecermos com o coração aberto e permitirmos espaço para ambos, a impermanência das coisas na Terra e a dificuldade de alcançar o equilíbrio que tanto buscamos.
Porque as coisas não perdem valor ou beleza só porque não as vemos. Só porque as perdemos.
As tão queridas rosas e orquídeas são sazonais e deixam~nos sem palavras com a sua beleza. Então, podemos celebrá-las ainda mais porque elas não duram.
Não esquecendo de comemorar com gratidão, mais ainda, aquilo e aqueles que permanecem.
~~ Ana ~~
Once I read:
“There are lovely things in the world
lovely that do not endure.
And they are lovelier for that.”
I found this thought very profound, so much so, that it touched me deeply. I became curious about it.
What happens in the summer when we have so many days of sun? And in the winter when we have endless portions of rain? When we spend countless hours with someone we love dearly?
I figure we praise what comes and stays for a short while. It leaves us in wonder like a breath of unsoiled air. Which filled our lungs with life and faith.
Needless to mention that the opposite is also true. Hence loveliness applies to fleeting moments, fleeting emotions.
We are hard creatures to please. We become burdened and unsatisfied.
Perhaps we can embrace the seasons for what they are. Predictable and sometimes not. Or our feelings and emotions. We are creatures that can adjust, easily, if only we remain openhearted and allow space for both, the impermanence of things on Earth and the hardship of achieving the balance we so eagerly seek.
Because things do not loose value or beauty just because we do not see them. Just because we lost them.
The so loved roses and orchids are seasonal, and they leave us speechless with their loveliness. So, we may celebrate them more so because they do not endure.
Not forgetting to celebrate with gratitude, more so, that and those who linger.
~~ Ana ~~




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