A linda consciência
- Ana Raquel

- Nov 25, 2024
- 3 min read
Há alegações de que somos uma civilização em constante evolução. E, de facto, houve algum tipo de evolução desde os tempos primordiais. No entanto, até que ponto evoluímos?
Somos fascinantes no desempenho tecnológico e certamente há mais áreas em que a evolução é vista e sentida. É também um facto a nossa capacidade de criar edifícios e artefactos mais intrigantes e extraordinários e o crescimento das nossas cidades é exponencial. Mas como estamos a expandir-nos e a aprofundar-nos interiormente? Como estamos a acompanhar todos esses avanços impressionantes?
Vejo muito pouco crescimento quando o nosso potencial é tão grande! E isso entristece-me e em ocasiões adoece-me. Não mudamos comportamentos prejudiciais para nós mesmos e para o todo. Não mudamos os nossos costumes (que as pessoas dizem ser culturais mesmo que grotescos como se saíssem da Idade Média), mostramos pouquíssimos sinais de evolução, não como espécie, mas como seres. Não são as nossas roupas finas ou os carros que conduzimos que nos definem. Não são os lugares que visitamos e fotografamos e publicamos nas redes sociais, ou os gadgets que possuímos, ou tudo o que podemos pagar ou que nos endividamos para comprar. Não é o facto de já não arrotarmos ou peidarmos em público ou a forma como falamos bem que nos torna seres humanos evoluídos.
É a nossa consciência.
É a consciência de nós mesmos e daqueles que nos rodeiam. Não apenas os membros mais próximos da nossa família ou amigos mais próximos, mas todos os terráqueos. E a Terra, inclusive.
Falta-nos consciência tanto quanto evoluímos em tecnologia. Isso anda de mãos dadas. Um sobe, o outro desce. Ou estagna. Ou é nulo.
Como cada um de nós deseja ser conhecido por si mesmo?
Como cada um de nós deseja ser definido?
Como cada um de nós deseja ser lembrado?
~~Ana~~

The beautiful consciousness
There are claims that we are an ever-evolving civilization. And indeed, there has been some sort of evolution from primordial times. Yet, how significantly, have we evolved?
We are fascinating at technological performance and there surely are more areas in which evolution is seen and felt. It is also a fact our capability for creating the most intriguing and extraordinary buildings and artifacts and the growth of our cities is exponential. But how are we expanding and deepening inwards? How are we accompanying all these impressive advances?
I see very little growth when our potential is so massive! And it does sadden me, and on occasion, it makes me ill. We have not changed behaviours that are detrimental for ourselves and the whole. We have not changed our customs (which people claim to be cultural even if grotesque as if coming out of the Middle Ages), we have shown very little signs of evolution, not as species, but as beings. It is not our fine clothes or the cars we drive that define us. It is not the places we visit and we photograph and post on social media, or the gadgets we own, or all that we can afford or we indebt ourselves to buy. It is not the fact that we no longer burp or fart in public or how well we speak that make us evolved human beings.
It is our awareness.
It is the consciousness of ourselves and those around us. Not only the closest members of our family or our closest friends, but all Earthlings. And the Earth, inclusive.
We are lacking in awareness as much as we evolved in technology. It goes hand in hand. One rises, the other declines. Or stagnates. Or is null.
How does each one of us wishes to be known to self?
How does each one of us wishes to be defined?
How does each one of us wishes to be remembered?
~~Ana~~



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